segunda-feira, 7 de março de 2016

Neuromancer

Scanmaniacs

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Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais... Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o primeiro - e ainda hoje o mais famoso - livro de William Gibson. É considerado não só o romance que deu origem ao gênero cyberpunk, mas também o seu melhor representante. Com Neuromancer, William Gibson fez um achado ao incorporar os signos da cultura pop neste universo desencantado Tribos com sua moda, música e linguagem próprias, personagens com um pé na marginalidade, muito couro preto e espelhados, povoam o romance com naturalidade. O protagonista Case tem todas as características anti-herói pop: é jovem, outsider, cínico, drogado e prostituído. Ele é um cowboy do ciberespaço, da realidade virtual, criada por computador. Os cowboys são os descendentes dos atuais hackers — aqueles piratas de dados capazes de penetrar em qualquer programa com seus computadores domésticos. Plugados em qualquer terminal, os cowboys entram na matriz da inteligência artificial. É quase como um êxtase religioso, num mundo em que a cibernética tem a onisciência de Deus. Com tensão própria de um bom policial, atmosferas psicodélicas e charme pop. Galera pra quem não conhece Neuromancer foi o livro que serviu de inspiração para os irmãos Wachowski criarem todo o universo de Matrix, leitura recomendadíssima.

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